terça-feira, 9 de novembro de 2010

Método e epistemologia de Platão

Dentre todos os nomes que a história registrou sob a categoria de sábios, não foram Descartes ou Kant, Bacon ou Locke, Spinoza ou Leibniz que Kardec identificou como precursores do Espiritismo. Dentre tantos nomes ilustres aos quais poderia se associar com inúmeras vantagens sociais e acadêmicas, o mestre lionês escolheu Sócrates e Platão por patronos, construindo sob a rocha os fundamentos filosóficos da Doutrina dos Espíritos. Tivesse ele eleito os gênios de sua época, e muito provavelmente o Espiritismo teria sido absorvido como subproduto das correntes filosóficas daquele momento. Mas, ancorado no caráter heróico e na lucidez imperecível dos luminares da filosofia, resgatou sensatamente a conexão com as fontes do espírito filosófico mais puro, superando as transições de ocasião e modismos.
Não obstante o reconhecimento oficial do Codificador e de inúmeros outros autores, as figuras emblemáticas dos pais da razão no mundo, Sócrates e Platão, parecem estranhamente esquecidas pela literatura e debates espíritas mais recentes, coincidindo com fenômenos de “simplificação” e massificação da mensagem kardequiana.
Tal estado de coisas é ainda mais lamentável quando os avanços da historiografia e filologia do século XX lançaram tantas novas luzes sobre estes sempre célebres pensadores. Esta revolução ainda está em curso, mas os estudos de Platão já recomeçam a despertar interesse ao longo dos anos 1980, e hoje já se pode dizer que retornaram ao centro dos interesses filosóficos e teológicos. Para uma filosofia como a Espírita que aponta o platonismo como origem e fundamento filosófico este fato é incontornável, e deve despertar o máximo interesse.

Idealismo platônico?

O primeiro ponto em que se precisa fazer justiça ao filósofo não se refere exatamente a uma das reformas interpretativas supracitadas, mas a uma questão mais básica, a saber, a confusão entre idealismo e realismo em Platão. Se em sentido muito genérico e abrangente a sua filosofia pode enquadrar-se como idealista, este não é definitivamente o caso se tomamos o termo em seu significado técnico dentro da tradição filosófica. Platão é um realista, acredita que nosso conhecimento corresponde a uma percepção do “Real” e não a uma formulação mental independente da realidade. O equívoco é oriundo do modelo ontológico (ou seja, da realidade) que o filósofo emprega, onde existe um mundo físico e um mundo das idéias ou formas originais. Muitos leigos e inclusive filósofos de profissão inferem que a existência de um mundo ideal independente do mundo físico significa um irrealismo ou idealismo, quando na verdade os termos da filosofia platônica deixam claro o fato de que o mundo das idéias é real, independente da mente humana e, portanto, não existe idealismo.
Embora o senso comum rejeite fortemente a doutrina platônica das idéias é muito fácil provar a sua necessidade lógica, até certo ponto, partindo de uma idéia pura para cada atributo. Platão demonstra em primeiro lugar que o atributo tem que ser distinto da coisa, por reductio ad absurdum. O dedo anelar é maior do que o mínimo, mas menor do que o médio. Isto equivale a dizer que ele é maior e menor ao mesmo tempo, dependendo dos outros objetos com os quais for comparado. Um objeto, portanto, não pode esgotar jamais a definição de grandeza ou pequeneza. (Hippias 523a-524d) O erro do filósofo Hippias no diálogo platônico que traz o seu nome foi confundir a determinação com uma coisa determinada, a predicação com o seu objeto.  Mas é óbvio que nenhum objeto imaginável esgota completamente o princípio de uma predicação, já que é sempre possível imaginar outro objeto que tenha o mesmo ou maior significado predicativo.
Apesar de todas as variações e discordâncias da filosofia este foi um ponto jamais questionado, uma vitória permanente do platonismo sobre as fases pré-filosóficas da racionalidade. Predicações são feitas a partir de critérios e princípios, independentes de coisas, que estão condicionadas a acidentes e condições físicas. Que se aceite o mundo das idéias platônico, atribuindo uma existência separada para as propriedades das coisas, ou derive-se as propriedades das coisas mesmas, como faz Aristóteles, não se pode de modo algum confundir a natureza incorpórea de uma propriedade com a natureza condicionada do objeto, pois este segundo está sempre em função comparativa aos outros objetos, e este relativismo só desaparece no conceito enquanto tal.  A ciência moderna, que assume estas determinações, nos apresenta exatamente uma visão da natureza composta de matéria e propriedades. Mesmo convivendo juntas, de modo aristotélico, elas não são exatamente a mesma coisa, e faz sentido tratar as propriedades de modo independente, como princípios matemáticos, ou falar de propriedades in abstracto, como a gravidade, a inércia, a evolução das espécies, etc.
A essência do platonismo está nesta percepção sobre a possibilidade de estabelecer determinações, que depende desta independência da propriedade determinativa em relação às coisas. Os ataques sofridos pelo platonismo geralmente se originam da confusão entre o mundo das idéias, um plano de existência efetivo e independente para as propriedades das coisas, que é apresentada por Platão como uma “hipótese razoável”, e o assim chamado idealismo platônico, que consiste neste problema de fundamentação do conhecimento reproduzido fielmente pela ciência e lógica contemporâneas. Este segundo princípio poderia ser mais bem acolhido se a tradução geral de eidos (forma) como “idéias” fosse eventualmente modificada para o termo “propriedades”, que produz muito maior conforto ao ouvinte materialista. Claro que a tradução como idéia condiz com a hipótese do mundo das formas, mas se esta é uma hipótese subordinada e a fundamentação do conhecimento é uma conquista permanente, convém adequar esta segunda às terminologias em que ela pode ser melhor absorvida.
Platão em momento algum crê ser possível uma análise a priori das idéias, o que equivale a dizer que ele não é um idealista no sentido epistemológico, tanto quanto não é no sentido metafísico. O conhecimento das idéias depende inteiramente da observação do mundo, sem a qual a sugestão para as definições das coisas e suas relações não poderia ser desperta (reminiscência). Conquanto haja um conhecimento inato, ele só é disparado pelos sentidos, e a observação é tão importante quanto a razão pura na rememoração das idéias.

Lógica versus dialética.

         Com isto entramos mais diretamente na epistemologia platônica e seus problemas. Todos sabem que a filosofia do fundador da Academia é exposta em diálogos, e que o seu método de investigação é a dialética. Mas aqui há elementos de análise relevantes. O primeiro deles é distinguir lógica de dialética. A primeira trata da relação entre sentenças, orações. A lógica trabalha a congruência entre certas premissas e certas conclusões. Se duas ou mais frases são aceitas como premissas válidas, é possível que uma conclusão lógica seja extraída delas. O que a lógica não pode fazer é definir conceitos, pois não há como aplicar as suas regras de congruência se não houver vários elementos para uma comparação. Aí entra a dialética, que é a disciplina especializada na definição racional de conceitos. A dialética não busca a congruência, senão a distinção, a determinação (dar termo, fim) dos conceitos.
Enquanto a lógica busca as conclusões de um argumento, a dialética define e elabora os termos exatos da argumentação, evitando que o equívoco entre as peças prejudique a arquitetura maior objetivada pela lógica. O problema da dialética é a sua imprecisão se comparada a da lógica. A lógica é infalível, pois pressupondo-se a veracidade das premissas chega-se fatalmente à conclusão. A dialética é ambígua por natureza, os contornos e fronteiras exatos entre um e outro termo são sutis, às vezes subjetivos, às vezes estão fora de nosso conhecimento atual, forçando-nos a trabalhar com definições provisórias. Isso produziu em Aristóteles um desconforto em relação à dialética, e uma preferência pela lógica. Decisão que foi repetida pela tradição medieval escolástica, e impregnou-se na mentalidade moderna, apesar dos esforços desta última para separar-se daquela. A dialética, por pressupor a imprecisão do conhecimento, foi considerada um recurso vulgar e inferior, enquanto a certeza da lógica prevaleceu como regra epistemológica impulsionando o racionalismo e o positivismo. Ocorre que a suposta fraqueza da dialética era reconhecida por Platão como a sua maior força, já que ela permanecia como lembrança constante dos limites da capacidade humana.
         Segundo a análise de Karl Popper, que é indiscutivelmente o maior filósofo do conhecimento do século XX, quiçá da história mundial, nos livros O mundo de Parmênides e Conhecimento objetivo, Platão é o único pensador crítico da história humana antes do século XX. Isto quer dizer, o único a combinar ceticismo e conhecimento de forma crítica, estabelecendo condições epistemológicas equivalentes às da ciência moderna, com espaço para falseamento e refutação de suas conjecturas. E isto tem muito a ver com a dialética e com a forma de sua exposição por diálogos.

Diálogo versus exposição.

O diálogo foi erroneamente interpretado como estilo literário ou opção estética de Platão. Mas já no século XIX Eduard Zeller, Friedrich Nietzsche e antes deles teólogos e filósofos como Schleiermacher atentaram para o fato de que o diálogo compõe parte essencial da epistemologia platônica. Ele teria o duplo efeito de evitar o conflito entre os personalismos filosóficos e garantir uma observação plural dos fenômenos, de modo a aperfeiçoar a precisão dos termos. A dialética deveria ser preferencialmente feita em diálogo, e os termos deveriam ser parcialmente definidos por análise, mas pela sua ambigüidade precisavam também ser consensuais.
Quando nos expomos ao diálogo alguém sempre levanta prós e contras inesperados e em geral as pessoas se contrapõem naturalmente, evitando as polarizações e extremismos na definição dos termos ideais. A convenção é a ferramenta ideal de conhecimento, pois nela estão satisfeitos os interlocutores opostos, com suas diferentes perspectivas, e a proximidade das idéias é a máxima possível. Isso chocou diversos filósofos que não queriam um conhecimento baseado em acordos e convenções estabelecidos em diálogo, mas em certezas absolutas, mas é exatamente o que as metodologias de pesquisa mais modernas pregam.
Por isso os diálogos apresentam sempre a deixa de Sócrates: Queremos um conhecimento universalmente válido da justiça? etc, etc. Se o interlocutor diz: “Não, isso é impossível Sócrates!” então eles se despedem e seguem suas atividades. Mas se o interlocutor diz. “Claro! Não desejo outro senão o critério que nos permita ajuizar sempre e em comum sobre este assunto.” então preencheu-se a cláusula contratual da investigação dialógica, e os interlocutores estão trabalhando dentro das regras de um acordo. 
O problema grave está em imaginar que estas etapas dos diálogo são só cenário, quando na verdade não existe cenário ou elementos dispensáveis nos livros de Platão. Tudo tem sentido e propósito. Cada frase, especialmente estas recorrentes, é cuidadosamente colocada para ensinar aos alunos o método correto de filosofia e ciência. Nada ali tem papel literário ou estilístico.
Segundo Popper e Zeller, Aristóteles ficou tão enraivecido com alguns dos diálogos, e com o fato de parecerem infrutíferos, de não atingirem os consensos esperados, etc, que considerou o método uma ciência inferior. Ele refinou a lógica para poder extrair as definições de termo dela, ao invés de aplicá-la só às relações de sentença como Platão propos. Com isto perdeu-se a idéia de consenso e a de dialética. Aristóteles também acusou Platão de ser um dogmático e definir as Idéias conforme o seu próprio gosto, quando na verdade o seu método lógico absolutista é que o fazia. Assim Popper condena Aristóteles pelo fim da tradição crítica e início dos sistemas filosóficos dogmáticos. Ele não entendeu que o método dialógico e dialético do mestre só permitia estabelecer investigação quando os interlocutores concordassem com os termos gerais, ou achou isto insuficiente, desejando uma espécie de garantia completa para o conhecimento. Para Popper isto foi uma atitude intransigente de Aristóteles, e prova de sua incapacidade de tolerância e dúvida cética para entender a parte relativista do platonismo. 
O que é um pouco mais complicado é a demonstração de que este pequeno relativismo, a idéia de um conhecimento desenvolvido por consenso e acordo, não equivale em quase nada ao relativismo atual da assim chamada pós-modernidade. Esta corrente moderna generalizou a crítica cética aos princípios do conhecimento, implodindo a racionalidade, e fechando o próprio acesso a um conhecimento da realidade. Segundo esta vertente da filosofia contemporânea a importância lingüística, social e psicológica do saber é exagerada a ponto de ele tornar-se inteiramente incerto e provisório. Isso certamente não equivale ao método crítico de conhecimento, que assume todas as possíveis implicações exteriores sobre os conceitos e sobre a racionalidade, mas sem reduzir o espaço próprio destes e a sua legitimidade.
De uma forma muito complexa Platão achava que os termos definidos em consenso eram os mais próximos da verdade em si mesma, não uma convenção social desvinculada da realidade. Embora o mundo das idéias com seus arquétipos eternos de Bem e Justiça existam ontologicamente antes do mundo físico, que é a sua conseqüência, estes arquétipos e idéias são reconstruídos com eficiência somente pelo consenso. É como se a mente isolada fosse frágil demais para atingir a verdade, ao passo que o diálogo pudesse proporcionar um aperfeiçoamento da cognição individual, aumentando o grau de aproximação da verdade. Vou seguir a linha de descobertas de Popper para demonstrar isto.

A revolução do conhecimento matemático.

Os responsáveis pela teoria das idéias são os pitagóricos. Foram eles que diagnosticaram o progressivo movimento abstrativo dos demais pré-socráticos, caminhando de elementos arquetípicos como água, vento, infinito, etc, sempre para princípios menos materiais e difíceis de se confundirem com os elementos naturais. Atingiram assim a consciência de que os números e relações puramente mentais podiam ser aplicados a tudo, sem se confundirem com nada de concreto, devendo assim constituir a essência final. Ao lado deste e de outros grandes méritos, a escola de Pitágoras se congelou numa dogmática adoração da aritmética como interpretação perfeita e infalível da realidade.
Os primeiros problemas surgiram quando se tratava de dízimas, pois eles não davam números exatos, mas isso foi resolvido com o astuto recurso de atribuir às dízimas um papel simbólico de quase n Assim 0,99999... guarda apenas uma distância infinitesimal de 1, e pode ser descrito como quase um, em sentido abstrato, já que em sentido concreto não poderia haver tal grandeza. 
O problema ficou incontornável quando um dos membros introduziu problemas geométricos egípcios, muito dependentes de raiz de 2 e pi. Depois de tentarem contornar o problema como erro, a escola se escandalizou com a possibilidade da existência concreta dos irracionais, o que acarretaria numa incapacidade de descrever com certeza a realidade. Obcecados eles expuseram centenas de casas decimais de pi e raiz de dois, para descobrir que não havia regra nenhuma para prever a progressão. Não importa o quão bom fosse o matemático, um número infinito de casas estaria para sempre inacessível. A razão não poderia dominar sequer a sua língua mais submissa e adequada, a matemática, e o restante do conhecimento estava comprometido. 
Os pitagóricos abafaram a história, mas alguém vazou o problema gerando grande furor entre céticos e sofistas, que apontavam para a inutilidade da razão. Platão resolveu definitivamente o problema, unindo o juízo crítico de Sócrates ao seu domínio de matemática. A solução não era reformular a matemática, mas a epistemologia. Logo de cara Platão assumiu a geometria como a matemática superior, e colocou a famosa placa na porta da academia: “Aqui não entram os que não sabem geometria”. Isto porque a geometria, em acréscimo a aritmética, mostrava o mundo equilibrado entre ordem e caos, sendo os irracionais a sua expressão perfeita, digna de louvor e adoração eterna. A possibilidade de continuar a descoberta e precisar sempre mais os irracionais, e a percepção de que geralmente algumas poucas casas de precisão eram suficientes para todos os fins práticos, levaram-no a conclusão de que os números eram conhecidos e desconhecidos ao mesmo tempo. O conhecimento seria, a exemplo da geometria, suficiente, mas sempre imperfeito. (POPPER. Die Welt des Parmenides, 1998. p.337-338)
Isto não implica em relativismo, pois a geometria em si seria exata e perfeita, havendo no plano da realidade um valor real para os números irracionais. Somente o nosso saber seria imperfeito e relativo, pois estamos condicionados aos nossos sentidos muito limitados que nos impedem uma visão abrangente e exaustiva dos fenômenos, bem como a compreensão plena dos princípios. Ao mesmo tempo em que a ciência nos revela a realidade, devemos guardar humildade em relação ao nosso saber, pois ele é evidentemente imperfeito.
         Tais correções sobre a metodologia científica de Platão são importantes porque destacam a sua diferença qualitativa em relação aos demais filósofos, em termos de liberalidade, lucidez, crítica, embasamento empírico e garantias contra qualquer acusação de dogmatismo. A excelência do método em perfeita concordância com a mais avançada epistemologia moderna engrandecem ainda mais os resultados teóricos alcançados por esta filosofia. Podemos então concluir que o filósofo defensor da reencarnação, da comunicabilidade com os mortos, da evolução da alma humana através de sua desmaterialização, do livre-arbítrio, da moralidade justificada pela razão, de Deus como o Sumo Bem e do mundo das idéias se diferencia de todos os demais por ser o que combateu com mais seriedade o próprio personalismo e concepções prévias em favor de uma investigação imparcial da verdade.

5 comentários:

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  2. Parabéns pelo texto, Humberto. Muito me agradou lê-lo. Não há como negar a influência de Platão nas bases do Espiritismo. Há, mesmo, muito o que aprendermos com ele.

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  3. Caro Humberto, já que você falou de espiritismo e de Platão, gostaria de saber se você tem alguma opinião a respeito da crônica "Sócrates", do livro Crônicas de além-túmulo, de Chico Xavier/Humberto de Campos. O autor dá voz a Sócrates, que se diz mal interpretado pelos filósofos que divulgaram seu pensamento, entre eles, Platão. Você, pessoalmente, acha que o cronista imaginou um encontro com Sócrates na espiritualidade e apresentou essa suposição ao leitor? Ou acha que ele de fato entrevistou o filósofo? É claro que poderá haver outras nuances interpretativas do texto psicografado...

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  4. Caro Alexandre,
    apesar de todas as sutilezas estou inclinado a crer que Humberto de Campos realmente travou um diálogo com Sócrates. Em primeiro lugar pelas poucas ideias que o filósofo defende nesta entrevista, e em segundo lugar pela plausibilidade da própria crítica. Neste segundo aspecto convém observar que o pensamento de Sócrates fragmentou-se em diversas vertentes, das quais a platônica é apenas a mais famosa. Mesmo que se possa defender uma superioridade de Platão em relação aos demais discípulos e seguidores, é razoável acreditar que a filosofia de Sócrates só pode ser rastreada com alguma espécie de síntese entre todas as vertentes.

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  5. GISMAIR MARTINS TEIXEIRA29 de julho de 2011 16:28

    Caro Humberto,
    Parabéns pelo blog. Belíssimo texto, este sobre Platão. Tenho defendido em palestras que Freud se equivoca em O FUTURO DE UMA ILUSÃO, quando afirma que não leu nada de homens célebres em mensagens mediúnicas, que eles nunca disseram nada superior ao que escreveram em vida. Creio que o pai da psicanálise não leu O LIVRO DOS ESPÍRITOS, que traz assinatura também de Platão. Na obra fundadora de Kardec, Platão revê a questão da metempsicose que está em um de seus diálogos. Mais uma vez, parabéns pelo texto. GISMAIR

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